domingo, 1 de novembro de 2015
Dekalb News 10 - Halloween
domingo, 4 de julho de 2010
Adeus Chicago!
Essa é última vez que escrevo uma Dekalb News, pelo menos com esse nome. Estou no vôo de Chicago para Charlotte, onde pego minha conexão para o Brasil. Vou com o coração partido por deixar um pais que tanto me deu, amigos, uma vida tranqüila, mas ao mesmo vou para o Brasil ficar perto da minha família, de outros amigos e começar minha própria família.
O dia ontem foi longo. Comecei a fazer as malas as 11 da manhã e terminei as 4:30 da matina. Ao longo do dia tive que ir ao Wall-Mart duas vezes malas adicionais, fui na Ax-in-hand comprar minha Fender Telecaster e ainda achei um tempinho pra comprar os últimos presentes pra família. Quando comecei a arrumação estava desanimador; tinha tanta coisa espalhada que nem sabia por onde começar. Fiquei horas só pra decidir o que ia jogar fora ou não, separando papéis, documentos, notas fiscais, etc. O saldo final: 4 malas grandes lotadas até o osso + 5 guitarras e violões + uma mochila.
Pela US Airways, eu posso trazer até 9 volumes adicionais, além dos dois permitidos, e o peso máximo é 32kg. O Brasil é o único pais do mundo que permite isso tudo. No resto do mundo o limite é 23kg. Não tenho a menor idéia da razão pra isso, mas não vou reclamar. Vai ver foi erro de tipografia!
Chegando no aeroporto fui pesar as malas pra ter certeza que estavam dentro do peso, porque senão teria que pagar 2x pra cada uma. Resultado, TODAS acima do peso. Não muito, mas eles são rigorosos com isso. A saída foi usar uma mochila grande que tinha dado pro Patrick e tirar um pouco de cada mala pra aliviar o peso. Bom, eu devo entrar pro Guiness com 5 malas, 4 guitarras despachadas e U$600 em taxas adicionais...
Meus últimos meses nos EUA foram extraordinários. Trabalhei a beça, conheci e convivi com pessoas incríveis. Eu não tenho palavras pra agradecer o quanto as pessoas me ajudaram por aqui e como demonstram estar sentindo a minha saída e tudo mais. Brasileiros como Luciano, Nani, Marcao e Diego. Americanos como Patrick, Pastor Dan, Aaron Fuller, Jack Zara, Nathan Brown."Hispânicos" como Alejandro e Rodrigo, além de tantas outras pessoas. Eu enfrentei muita indiferença aqui no começo, mas no meu último semestre devo dizer que foi bem o oposto.
Eu sou muito grato a tudo o que esse país me proporcionou. Aprendizado, tanto na música como na vida. A oportunidade de conhecer a vida no primeiro mundo, me fazendo valorizar muitas coisas em meu país, mas também abominar outras. Eu me sinto muito diferente hoje. A gente muda, não tem jeito. Eu estou voltando pro Brasil mais forte, mais maduro, mais focado, com certeza do que quero e do que não quero.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Dekalb News, últimas semanas.
Eu tive mais de 20 alunos em Oaklawn e não tive o menor problema com nenhum deles. Eu me afeiçoei muito por aqueles garotos e foi muito gratificante ver que todos fizeram questão de me apresentar aos pais que vieram de longe pra buscar os filhos de volta pra casa. Ano que vem, digo, semestre que vem, vai ser uma outra história, porque novos estudantes vão chegar, e todos os que estavam aqui já terão ido embora.
Também nesse período começaram enfim a pintar umas gigs em Chicago. A maioria delas foi por conta do Marcão, um percussionista carioca que está a 15 anos em Chicago e ftoca no grupo Bossa Três, muito popular por aqui. Tocamos algumas vezes num restaurante francês em South Barrington, um subúrbio de Chicago e também no Sinhá, um restaurante caseiro em Chicago que promove almoços temáticos com comida brasileira. A semana em que tocamos quatro vezes me fez lembrar meus bons tempos no Brasil. Tava quase esquecendo que era músico...
Depois de uns dias sozinho aqui na casa, dois novos roommates aportaram. Primeiro foi a Michelle e logo depois chegou o Joe. O Joe vi poucas vezes. A Michelle é muito simpática e tem astral ótimo. Um dia calhou de estarmos os três por aqui e ficamos um bom tempo tomando vinho e jogando conversa fora. Sei que tem mais uma rommate pra chegar, mas pelo jeito não vou conhece-la. Quando voltar pra cá no meio de agosto eles provavelmente já não vão estar mais aqui, já que o contrato deles é só pelo Summer. É muito comum aqui o pessoal estudar no Summer, num um intensivão que dura quased dois meses. Quase todos aproveitam também pra trabalhar. Já no Fall, a casa vai receber novos moradores, e aí, bom... Dekalb News 2009!
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Dekalb News, o fim da saga!
Sinto, no fim da primeira etapa da minha jornada que enfim estou mais em paz com tudo aqui. A adaptação não é fácil. Cultura diferente, clima diferente, comida diferente, etc. Pra mim teve um agravante, o fato de sair de uma situação profissional estável, no momento em que lançava meu primeiro disco, pra uma vida de estudante, tendo que começar do zero num país estranho onde não conhecia praticamente ninguém. Não foi fácil. Também não foi fácil deixar pra trás namorada, enteada, amigos, família. Mas não me arrependo. Sempre sonhei com isso, sair do país, viajar, estudar fora, conhecer uma nova realidade. Não teria sossegado se não tivesse passado por isso. Paguei um alto preço, financeiro e emocional. Mas vim de vontade própria, enfrentando minha própria realidade acomodada e minha personalidade de canceriano que detesta mudanças e perdas. Tinha que fazer isso. Tinha que enfrentar meus medos.
Hoje me sinto mais brasileiro que nunca. Sempre carreguei essa culpa de não ter raízes. Sepre me achei americanizado, com minha paixão por Beatles, jazz e música pop. Caramba, sou branco, classe média, capixaba... Choro, samba, frevo, forró, maracatu. Onde é que eu fico nesse bolo todo? Não nasci no morro, nem em Salvador, nem no Rio de Janeiro, nem em Recife. Mas que raios, eu tenho culpa??? Mas aqui na América, vi que não sou americano não. Eu hein, povo esquisito. Mas aprendi a admirar muitas coisas aqui. Ainda estou naquela fase de análises, pensando, comparando, tentando entender. Onde eu me encaixo, o que eu gosto na cultura americana, o que eu abomino, e o mesmo em relação ao meu país. Por tem coisa no Brasil que não dá pra engolir. Cansei dessa cultura de oba-oba, do jeitinho, da corrupção generalizada e só de pensar em dirigir já me dá arrepio. Mas que saudade da descontração, da espontaneidade, do abraço, da energia, da felicidade autêntica. É complicado por que tudo meio que se mistura.
Mas olha, o meu título foi só pra chamar a atenção. Vou continuar falando minhas bobagens, ainda que mais espaçadamente. Preciso também colocar as Dekalb News antigas. É que dá preguiça... Ainda tem coisas que quero falar com mais, como por exemplo o custo das coisas e o programa de jazz da NIU. Mas agora vai ser o contrário, porque não sei como vou enxergar o
Brasil agora, nem a mim mesmo na minha volta pra casa. Bom, vou dividir esse post em dois prá ficar mais fácil
domingo, 19 de abril de 2009
Crise
A crise se mostra na vida prática, com o comércio, principalmente o do automóveis e imóveis, andando meio devagar. Vejo também notícias constantes de fábricas e também lojas fechando as portas. Em Dekalb vi vários exemplos. Também notei inflação, com vários produtos aumentando os preços. Felizmente a gasolina voltou à casa dos $2,00. O imposto sobre serviços em DeKalb e em grande parte do Illinois também subiu, de 7, 7,5% pra 10%, em média, se não estou enganado. Também vi muitas pessoas contando que tiveram grandes perdas nas bolsas. Como aqui dinheiro em banco não rende absolutamente nada, tudo mundo aplica em ações, que por sua vez é um investimento mais arriscado. Muita gente que tinha dinheiro de aposentadoria aplicado em ações, está tendo que rever seus planos sobre parar de trabalhar. Bom, também estou programando uma news pra falar de dinheiro. Prometo que escrevo antes de voltar ao Brasil.
Quando aos caça-fantasmas, continuo querendo ligar lá pra ver se é verdade. Não, não é possível...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Dekalb News 3 - Chicago, the windy city
Chicago é a terceira maior cidade dos EUA (depois de New York e Los Angeles) e fica à beira do Lago Michigan . É carinhosamente chamada de windy city, mas o vento, que logo vai começar a soprar lá do norte, não tem nada de carinhoso e eu já estou na contagem regressiva esperando por ele. Hoje aqui, que ainda é verão, teve máxima de 17C e a mínima deve girar em torno dos 8C (11C agora). Chicago também foi o destino da primeira migração do jazz, que nos anos 20 saiu de New Orleans e se dirigiu pra cá, antes de seguir definitivamente pra Nova Iorque. Mas a cidade ainda respira jazz e creio que todas as formas de artes. Na semana seguinte ao show do Melvin, aconteceu o 30th Chicago Jazz Festival (bem melhor que o Corn Fest de DeKalb), que entre outras atrações, contou com a presença de Sonny Rollins e Ornette Coleman, seguramente dois dos mais importantes músicos do gênero. Não pude ver o show deles, mas os que vi na sexta e sábado foram o suficiente. Dava gosto ver dezenas de milhares de pessoas reunidas pra ver boa música (e o povo escutava mesmo, ate as atrações mais esquisitas como algumas de jazz contemporâneo!). Famílias inteiras reunidas na grama, gente de todas as idades, velhos, crianças, etc. Foi um espetáculo. Foi bom ver Chicago a luz do dia também, e eu tenho que ser honesto, não sabia se prestava atenção na música ou na cidade.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Dekalb News 2 - DeKalb City
DeKalb é uma cidade bem pequena, com cerca de 40 mil habitantes. Só na universidade estudam cerca de 20.000 pessoas, mas acho que isso não conta no censo. Aqui foi inventado o arame farpado (kkkkk), nasceu a Cindy Crawford e tem a NIU e... só! As ruas são muito largas e as casas são enormes, todas sem muro e com os jardins bem cuidados. Tem esquilos por todo lado e se você não tomar cuidado é capaz de pisar em um deles. É um cenário muito, muito bonito, pelo menos enquanto a neve não chega. É incrível, eu nunca tinha percebido a poluição visual que são os muros...
Violência aqui é coisa rara, e quando alguém vai preso por porte de droga ou é assaltado, sai no jornal local. Aliás tem uma página de ocorrência policial em um dos jornais e as notícias são algo como “Jorge Fernadez preso por dirigir sem licença”; “Pablo Enriquez preso por agredir a mulher”. Claro, sempre os latinos... Sim, aqui tem bastante latino também, a maioria mexicano, embora nada comparado a Miami. A comida mexicana aqui é bem popular e existem vários restaurantes típicos, além de um mercadinho onde tomei picolé de tamarindo e uma padaria (a única?), de longe as melhores groceries do pedaço. Na universidade vê-se também um bom numero de asiáticos, especialmente indianos e muitos negros, digo, afro-americanos. Apesar do preconceito que existe no país, definitivamente os afro-americanos aqui dividem o espaço com os brancos, basta ver o grande número que tem na universidade, nos pubs e nos supermercados.
Apesar de pequena, a cidade tem um trânsito considerável e algumas megastores, como o Wall Mart. Bom, mas aqui todo mundo tem carro e eu já vi vários anúncios de carros por 1000 dólares e até menos. Transporte público praticamente não existe, exceto as linhas fornecidas pela própria universidade, que são extremamente pontuais, diga-se de passagem. Mas se você quiser ir pra outra cidade, mesmo Chicago, não é nada fácil.
A minha casa tem 7 quartos e três andares, além do basement (porão). Ali ficam a máquina de lavar e a secadora, que funcionam a base de moeda. O porão é usado pelos rapazes pra jogar beer pong, um jogo famoso aqui na NIU onde no fim todos acabam fatalmente bêbados. Ainda não joguei o trem, mas acabei bêbado mesmo assim! Ah,uma garrafa de Jack Daniels aqui custa só US$17,00! No terceiro andar fica o attic (sotão), que está funcionando como uma sala de estar. Os caras trouxeram uma TV gigante pra colocar lá e não sei como eles conseguiram, porque os degraus que levam ate lá são minúsculos. Na casa temos internet sem fio ultra rápida (10MB), TV a cabo em todos os quartos e ar condicionado e aquecimento central. É meio velha, como todas as casas por aqui, toda de madeira, e range bastante; mas pra mim foi uma sorte porque a maioria das casas tem carpete, o que não é nada bom o pra quem tem rinite alérgica.
Falando em bebida, se tem uma coisa que americano não faz de jeito nenhum é beber e dirigir. As punições aqui são severas e a polícia, que está em toda parte, e sem nada pra fazer, porque aqui (em DeKalb) não tem bandido mesmo, fiscaliza pra valer. Menor de 21 anos jamais pode estar em um lugar onde tem bebida, nem se ela estiver fechada! Se você estiver no carro, por exemplo, com uma cerveja fechada, e um menor estiver junto, você pode ter problemas com a polícia. Aliás dentro do carro também não pode ter ninguém bebendo. A polícia aqui usa aqueles chapéus grandes e ridículos, que nem no seriado Chips! Eu queria tirar uma foto com eles mas fiquei com medo de ir preso. Sei lá, esse povo é meio doido! Mas acabei conseguindo tirar uma meio escondido. Estou mandando uma com o esquilo também. Ele ta pequeninho mas da pra ver. Foram fotos tiradas com o celular, por isso a qualidade deixa a desejar.
Na Corn Fest (festa do milho kkkkk) que aconteceu aqui semana passada, a parte que vendia bebida era separada do resto da festa, e pra entrar tem que mostrar identidade. Aliás chega a ser gozado eu ter que mostrar identidade provar que tenho mais de 21, mas tenho mesmo, porque a lei é seguida de uma maneira quase cega. Fico até me sentindo jovem.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Da cor do pecado
O fato é que, ser assim às vezes me leva crer que todas as pessoas também agem do mesmo jeito, o que obviamente não é verdade. Isso me faz um pouco ingênuo e meio lento pra receber impressões "reais" no meu relacionamento com os outros. O preconceito de preto contra branco existe sim. Não sinto isso sempre, nem acho que aconteça na maior parte das vezes, mas já senti-o, ainda que veladamente. Muitas vezes alguém é bem recebido ou tratado com cordialidade, mas somente por uma questão de educação, de boas maneiras, e como já disse aqui anteriormente, o povo americano é extremante polido e formal.
Quanto a ser fechado, isso é uma coisa muito particular de cada um. Mesmo no Brasil já se nota uma boa diferença do norte pro sul. Aqui também, já vi gente dizendo que o povo do sul é mais aberto. Tal qual o Brasil, a coisa parece acompanhar o clima. No geral, eu diria que os americanos não falam muito de sua vida pessoal, ou demoram um pouco mais pra se abrir. Isso é fato. Não é o caso do Pete, que é realmente um americano diferente. Com meus roommates eu não tive muitas conversas de cunho pessoal e sei muito pouco sobre a vida deles. As pessoas também dificilmente me fazem perguntas pessoais, embora isso algumas vezes isso aconteça.
A história do jazz é muito complicada. Essa coisa da cor permeia o jazz desde suas origens, e pouca gente questiona que o jazz é música de negros. Como o samba no Brasil. Existem jazzistas bons de todas as etnias, mas eu reconheço uma certa superioridade negra. No mínimo pode-se dizer que existe uma diferença. O clichê é dizer que o jazzista negro tem mais swing e o branco, por sua vez, um maior domínio técnico do instrumento. Verdade? Não sei. Aqui na escola, com exceção dos saxofonistas, os melhores músicos de cada instrumento são negros. Claro, pode ser só coincidência, mas eu duvido.
Uma pequena nota. O baixista Kevin Smith, o melhor aqui da NIU, está deixando DeKalb e regressando pra Atlanta, Georgia, sua terra natal. Segundo ele, fruto dos problemas ecônomicos que atingem o país. Uma pena...
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Dekalb News 1
Minha primeira impressão dos EUA foi de que talvez eu tivesse chegado ao país errado, porque eu só ouvia espanhol. Mas tudo bem, por que afinal eu estava em Miami! A segunda coisa que me chamou atenção foi uma fila de check in onde só havia negros, coisa impensável de se ver no Brasil, pais tão desigual.
De Miami segui pra Chicago, que tem um aeroporto gigantesco, o O'Hare. Paguei U$3,00 pra usar o carrinho para as malas, e mais U$3,00 por uma garrafa de água :( Telefone público nos EUA é algo complicado, e como se vê nos filmes, se usa moeda. Só tem quatro, 0,01; 0,05; 0,10; 0,25; no coins, no calls… Definitivamente eles deveriam aprender como se faz, com a nossa Cpqd que inventou os cartões de orelhão. Bom, mas aqui ninguém precisa disso, TODO MUNDO tem celular. Mas quando se é estrangeiro…
Eu precisava ligar pro Pete, um americano incrível que dirigiu quase 2hs de DeKalb ate Chicago pra me pegar no aeroporto. Tudo graças a Catina, minha amiga brasileira que arranjou tudo pra mim por aqui. Os americanos são fechados, etc, etc… MENTIRA! Pete não só me pegou no aeroporto, como me proporcionou uma conversa agradável, me levou pra tomar café no Starbucks, me levou pra comprar um colchão, e ainda no fim do dia me levou no supermercado pra fazer compras. Essa impressão não foi só o Pete que me passou, mas também o Patrick, um saxofonista sensacional que veio me pegar (sem nem me conhecer) e me levou pra uma jam com Kevin Smith, Cliff e Larry, respectivamente baixista, baterista e guitarrista, estudantes da pós aqui na Northern Illinois University (NIU). Detalhe, os três últimos são negros, e eu juro que eu esperava, se não preconceito, no mínimo uma certa resistência de jazzistas negros, afinal sou branco e estrangeiro. Mas isso não aconteceu, todos me receberam de braços abertos.
Meus roommates, 6 ao todo, embora bem mais jovens (na casa dos 20) e todos colegas entre si, oriundos da mesma cidade (Naperville), também tem sido bastante receptivos e pacientes com meu inglês trepidante, são educados e respeitam bastante o espaço alheio. Fazem dos seus quartos uma casa, trazendo tudo pra cá, quadros, móveis, sofá, tv, etc. O Hunter (não é apelido, é nome mesmo!) trouxe ate uma cabeça empalhada de um bicho que pra mim é um alce, mas ele falou que é antílope, caçado por seu pai. Sim, eu sei, é surreal.. but, just like the movies… Essa mudança se repete todo ano. No fim das aulas, em maio, eles voltam pra casa e levam tudo com eles. Muita gente quando termina o curso, vende tudo nas garage sales. Os caras põe tudo pra fora da casa e passam esperando por possíveis compradores. Hoje mesmo, comprei uma cadeira por 5 dólares. Também é comum ver coisas como colchões e sofás abandonado nas ruas. Mas sempre passa alguém e pega na seqüencia. Até televisão eu vi...
